Encabezado de página
Vol. 56 Núm. 2 (2024)
Artículos

Recursos linguísticos na poética do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende

Geraldo Augusto Fernandes
Universidade Federal do Ceará

Publicado 2026-05-01

Palabras clave

  • Cancioneiro Geral de Garcia de Resende,
  • recursos linguísticos,
  • recursos retóricos,
  • Metaplasmos
  • Garcia de Resende’s Cancioneiro Geral,
  • Linguistic resources,
  • Rhetorical resources,
  • Metaplasms

Cómo citar

Fernandes, Geraldo Augusto. 2026. «Recursos linguísticos Na poética Do Cancioneiro Geral De Garcia De Resende». Medievalia 56 (2):75-102. https://revistas-filologicas.unam.mx/medievalia/index.php/mv/article/view/546.

Resumen

No Humanismo português o gosto e culto pela Retórica antiga passa a ser pressuposta da formação do homem. Monarcas e cortesãos eruditos, além dos mosteiros eclesiásticos, mantêm em suas bibliotecas textos antigos gregos e latinos. Esses textos não eram só lidos, uma vez que a Retórica torna-se uma disciplina acadêmica. Nela, príncipes e nobres aprendiam os meandros do bem falar. Para embelezar seus textos, os poetas palacianos valem-se das figuras e tropos estudados pelos retores antigos. Neste artigo, proponho fazer uma análise dos recursos linguísticos focando principalmente numa lista de versos de poemas retirados do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Denominados metaplasmos, eles não são apenas o repositório da tradição e da renovação, mas um rico arsenal do modo de compor do fim do século XV e início do XVI no Portugal dos descobrimentos. Os estudos do retor latino Quintiliano, os dos castelhanos contemporâneos ao Cancioneiro Antonio de Nebrija, Enrique de Villena, Juan del Encina e estudiosos modernos, como Fernando Gómez Redondo, Heinrich Lausberg e Jean Cohen, entre outros, serão a base deste texto.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

  1. Ali, M. Said, Versificação Portuguesa, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1948.
  2. Asensio, Eugenio, Poética y realidad en el cancionero peninsular de la Edad Media, Madri: Gredos [1970].
  3. Baena, Juan Alfonso de, “Prologus baenensis”, en Las poéticas castellanas de la Edad Media, ed. Francisco López Estrada, Madri: Taurus, 1984.
  4. Braga, Joaquim Teófilo Fernandes, Poetas palacianos. História da Poesia Portugueza. Eschola Hespanhola. Século XV, Porto: Imprensa Portugueza Ed., 1871.
  5. Cohen, Jean, Estrutura da linguagem poética, 2ª ed., trad. de José V. Aragão, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1976.
  6. Dias, Aida Fernanda, Cancioneiro Geral de Garcia de Resende – Dicionário (Comum, Onomástico e Toponímico). Maia: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2003, volume VI.
  7. E-Dicionário de termos literários. Ed. e Org. Carlos Ceia. Disponível em: <http://www.fcsh.unl.pt/edtl/>. Acesso em 25 jan., 2024.
  8. Encina, Juan del, “Arte de poesía”, en Las poéticas castellanas de la Edad Media, ed. de Francisco López Estrada, Madri: Taurus, 1984.
  9. Erín Garcia, Leticia, “Achegamento ao fenómeno da tmese na lírica medieval galego-portuguesa”, en Estudos Linguísticos e Literários, números 37-38, Salvador, Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística, Universidade Federal da Bahia, janeiro de 2008-dezembro 2008.
  10. FIORIN, José Luiz, Figuras de Retórica, São Paulo: Contexto, 2014.
  11. Gómez Redondo, Fernando, “Conclusiones: hacia un modelo de análisis métrico”, en Historia de la métrica medieval castelllana, San Millán de la Cogolla: Celengua, 2016a.
  12. Gómez Redondo, Fernando, “Nociones de métrica medieval vernácula”, en Historia de la métrica medieval castellana, San Millán de la Cogolla: Celengua, 2016b.
  13. Horácio, Arte poética, intr., trad. e comentários de R. M. Rosado Fernandes, Lisboa: Inquérito, 1984.
  14. Lausberg, Heinrich, Elementos de Retórica literária, trad. de R. M. Rosado Fernandes, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966.
  15. Lázaro Carreter, Fernando, Estudios de la poética (La obra en sí). Madri: Taurus, 1979.
  16. Martins, Mário, O riso, o sorriso e a paródia na literatura portuguesa de Quatrocentos, Lisboa: Instituto de Cultura Portuguesa, 1978 (Biblioteca Breve, volume 15).
  17. Moran Cabanas, María Isabel, Traje, Gentileza e Poesia. Moda e Vestimenta no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, Lisboa: Ed. Estampa, 2001 (Colecção Leituras, 9).
  18. Nebrija, Antonio de, Gramática castellana, ed. de Miguel Angel Esparza e Ramón Sarmiento, Madrid: Fundación Antonio de Nebrija, 1992.
  19. Nunes, José Joaquim, Crestomatia Arcaica, 7ª ed. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1970.
  20. Paiva, Dulce de Faria, História da Língua Portuguesa. II. Século XV e meados do século XVI, São Paulo: Editora Ática, 1988.
  21. Pérez Bosch, Estela, “La métrica del Cancionero general y LB1”, en Historia de la métrica medieval castelllana, San Millán de la Cogolla: Celengua, 2016.
  22. Quintilian, Institutio oratoria, with An English Translation of Harold Edgeworth Butler, CambridgeMass.: Harvard University Press; 1922. Disponível em: <https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus:text:2007.01.0066:-book=8:chapter=6>. Acesso em 15 jan. 2024.
  23. Ramalho, Américo da Costa, “D. Diogo de Sousa e o introdutor do Humanismo em Portugal”, en Bracara Augusta, Braga, v. XX, n. 43-44, jan./jun. 1966.
  24. Retórica a Herênio [Cícero], introd., trad. e notas de Salvador Núñez, Madrid: Gredos, 1997 (Biblioteca Clásica Gredos, 244).
  25. Ruggieri, Jole, Il canzoniere di Resende, Genebra: Leo S. Olschki, 1931.
  26. Villena, Enrique de, Arte de trovar, ed. de F. J. Sánchez Cantón, [Ss.l.]: Visor Libros [s.a.].